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Game Changers

12 Milhões de visualizações e zero reais em anúncio
Yhasmin Redondo
21 de mai. de 2026
Será mesmo que o Esporte Universitário merece ser tratado só como um nicho? muitas vezes somente como um hobby? ou merece estar no palco principal?
O Mascote Universitário fez, entre 14 de março e 25 de abril de 2026, 12.080.791 visualizações no Instagram. 2,2 milhões de contas alcançadas. 234 mil interações. 5.058 novos seguidores. Tudo orgânico, nenhum investimento em anúncio.
Agora vamos aos paralelos que incomodam.
Nos Estados Unidos, a NCAA fatura bilhões de dólares por ano. O March Madness (torneio de basquete universitário) é um dos maiores eventos esportivos do país, transmitido em rede nacional, com direitos de TV que competem com a NBA. Atletas universitários viram celebridades, assinam contratos de NIL (Name, Image, Likeness) que chegam a milhões de dólares. Lá, o esporte universitário não é capaz de mover a economia, ele de fato MOVE.
Aqui? A CBDU (Confederação Brasileira do Desporto Universitário), entidade máxima do Universitario, tem 110 mil seguidores no Instagram. Parece razoável até você lembrar que o perfil de um único jogador de futebol mediano no Brasil tem mais que o dobro disso. Federações estaduais inteiras têm 2 mil, 3 mil seguidores.
O Mascote tem mais de 50 mil seguidores, somando todas as plataformas , mais que a maioria das federações estaduais de esporte universitário do país. Crescimento de 50,2% em poucos meses. E fez isso sem transmissão nacional, sem patrocínio de grande escala, sem a máquina da mídia tradicional.
A diferença entre o Brasil e os EUA não é só de investimento. É de mentalidade. Lá, o jovem atleta universitário é visto como talento em formação, digno de palco e holofote. Aqui, é visto como "atleta amador" , como se amadorismo precisasse ser sinônimo de invisibilidade.
51,6% do alcance do Mascote veio de quem não segue o perfil. Isso é conteúdo batendo em gente que o mercado tradicional insiste em ignorar.
O esporte universitário brasileiro ainda não é relevante no cenário nacional? Não, não é. Mas não é porque falta público. É porque falta quem trate o público universitário com a seriedade que ele merece.
O Mascote não esperou o mercado ficar grande. Começou quando ninguém olhava , e enquanto ninguém olha, segue crescendo.
Own the game.
Yhasmin Redondo
CEO Mascote Universitário